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MORTE

Olá minha boa amiga Morte,
Espero que o teu lado bom
Não perca o rumo, não perca o Norte.
Sei da bondade do teu coração.

Sei seres senhora de memória invejável,
Não te esqueces de nada, de ninguém,
Nem das aves, nem árvores, nem de qualquer notável,
Ainda que este pense ser um “alguém”.

Manto de luz e esperança para uns,
Final de ciclo para os mais.
No ventre trazes felicidade desejada de alguns
E desespero dos demais.

Libertadora de dores, de sofrimentos,
Castradora de muitas felicidades,
Purgante de riquezas e de sonhos,
Mutiladora de todas as futilidades.

Muitos homens, muitos, têm monumento erigido,
Ninguém se lembra de ti, boa Morte,
Será por seres justa, não tenhas teu nome reconhecido?
Deixa…Esquece… só os bons têm essa sorte.
Povo Lusitano
Enviado por Povo Lusitano em 18/09/2007
Código do texto: T658001

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Sobre o autor
Povo Lusitano
Portugal, 62 anos
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Povo Lusitano