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Maldito Assim

Com Deus e o Diabo eu também brinco
Da Santa Ceia faço comédia
Em mim, ninguém põe rédia
Tenho maldição como instinto.

O ódio corre como sangue em minhas veias
E correrá até que eu seja defunto
Não quero ninguém a mim, junto
Não vivo preso a falsas teias.

As coisas mórbidas me atraem
Belo é tudo sem vida, seco, escuro
E há sempre do outro lado do muro
Suas belarias que apenas me destraem.

Gosto da morte como gosto de mim
É tempo morto, tudo morto, morbidez
Admiro nas moças, a palidez
Não sou demônio, sou só assim.
Júnior Leal
Enviado por Júnior Leal em 14/03/2005
Código do texto: T6590

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Sobre o autor
Júnior Leal
Lagoa Santa - Minas Gerais - Brasil, 31 anos
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Júnior Leal