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CALENDAS

Em solo
Melodia certa
Consolo
Em tua boca esperta.
Num dado
A sorte incerta
No prado
Escavo meu rio.
Estanco
No leito vazio
Meu leito
E o leito do rio.
Num banco
De areia esfrio
Me deito
Entre o gozo e o nada.
Pensei
Desbravar charadas
O nada
Não supõe chegadas
Parei
Numa encruzilhada.
Pensar
Tem fluidez de estrada
Te amar
É ponte quebrada.
Amar-te
Ossos do ofício
Imolar-te
Em meu benefício.
Fracasso
No meu sacrifício
Enlaço
A dor de um silício
Supensos
Os muros do vento
Extenso
Meu confinamento
O medo
Fez morada em mim
Do enredo
Roubaste-me o fim.
Recado
Ao destino errado
Pecado
Também mora ao lado
Reclamo
Por não te dizer
Te amo
A não mais poder.
Entendas
Minhas entrelinhas
Calendas
Não as quero minhas.


Elane Tomich
Enviado por Elane Tomich em 01/11/2005
Reeditado em 16/11/2005
Código do texto: T66004
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Elane Tomich
Teófilo Otoni - Minas Gerais - Brasil
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