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Soneto XVII

Quero que os vermes me comam a carne
Quero ser carniça para os urubus selvagens
Se tiveres um dia alguma vantagem
Sobre toda a minha arte.

Desejo a você toda a regalia que lhe é digna
Que esteja sempre ao meu lado
E se um dia eu estiver quieto e calado
Me deixe só! Eu e minha mente maligna!

Eu sou minha arte, minha arte sou eu
Sempre poeta sonhador, nem sempre ateu
Sempre tentando entender o coração.

Tudo que vem não vive, tudo que foi morreu
Meus escritos são eternos, diferente de você e eu
Nós logo morreremos, e fica minha maldição.
Júnior Leal
Enviado por Júnior Leal em 14/03/2005
Reeditado em 30/03/2005
Código do texto: T6615

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Sobre o autor
Júnior Leal
Lagoa Santa - Minas Gerais - Brasil, 31 anos
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Júnior Leal