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Soneto XVIII

Escrevo em minhas folhas de cânhamo
As palavras mais malditas
Pelas atrocidades até hoje dias
Por isso de maldito me chamo.

Descristianizando meus caros leitores
Ou, ao menos fazê-los entender
Que, por mais que eu pare de escrever
Serei sempre o maldito dos escritores.

Minha maldição não é ser poeta
Minha maldição é ter como meta
Destruir as falsas ideologias.

Sou maldito e assim me chamo
Por escrever em minhas folhas de cânhamo
As palavras mais malditas.
Júnior Leal
Enviado por Júnior Leal em 14/03/2005
Reeditado em 30/03/2005
Código do texto: T6617

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Sobre o autor
Júnior Leal
Lagoa Santa - Minas Gerais - Brasil, 31 anos
958 textos (30824 leituras)
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Júnior Leal