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Exageros a parte...

A praticidade quer matar a poesia
E espreita, conspira, dia após dia.
Cansada, detenho-me por instantes.
Mas,teimosamente,retorno,
refaço a teoria...


Olhos de lince devassam as linhas
que esboço, apago e refaço.
Querem um presente completamente novo.
Execram as velhas fotografias,
os antigos poemas e as histórias
que não lhes pertencem.
"Sem exagero nada existe"...disseram-me
um dia.
Ah...absurda e maravilhosa afirmação!
É esse exagero que me arranca do sono,
faz-me colorir os pedaços desbotados
e previsíveis de todos os presentes e amanhãs.

E, esses olhos, que eu temo e abomino
não vivem apenas fora, mas dentro de mim.
Não os culpo. Aceito-os como sinais.
Enquanto buscam a caça na floresta escura,
seguindo sempre seu instinto predatório,
desvio-me para os campos abertos em que os trigais
brilham, dourados como o Sol.
Alimento-me agora,do que foi semente, ontem.
E reuno todos os tempos, o antigo e o novo.
Sem desistir.
Mareluz
Enviado por Mareluz em 22/09/2007
Reeditado em 22/09/2007
Código do texto: T663505
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Sobre a autora
Mareluz
São José dos Campos - São Paulo - Brasil
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