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Soneto de amor pelo caos



De amor e de caos urdi a trama que constitui minha essência
No vasto campo de flores mortas onde outrora havia vida
Na escuridão de uma razão cega que me calava os sentidos
Teci o manto negro sob o qual, à noite, desaparecia

No cimo do mais alto monte, mirei os homens pequeninos
Entretidos em seus jogos, suas neuroses e sua poesia
Escondidos sob suas máscaras, protegendo seu vazio
Vampiros contidos na noite perplexa que cada um continha

Contida no vazio oco inominável que o homem escondia
Num vácuo caótico e labiríntico, me encontrei perdida
No poço de gel antimatéria de que o homem se esvazia

Perdida de amor pela palavra brotada de puro nada
Como fruto do incoerente caos que se profana e se recria
Vejo a verdadeira face – radiante! – sob outra... esfacelada

D.S.
Djalma Silveira
Enviado por Djalma Silveira em 22/09/2007
Código do texto: T663618

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Sobre o autor
Djalma Silveira
São Paulo - São Paulo - Brasil, 49 anos
267 textos (10546 leituras)
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