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FIQUEI A VER NAVIOS...

Se não tem Porto, os vejo no aeroporto...
Se não tem mar, num olhar, os contemplo
A singrar as águas do pensamento...

Aquele negreiro, infame, que de lá me trouxe
À terra estranha, vendido por aqui, fiquei...
Até hoje estou... Fiquei a ver navios...

Aquele de pesca de golfinhos, focas e baleias
Até sereias caem na sua rede, todo dia
Barrar, tentei, nada consegui, fiquei... a ver navios...

Aquele quebra-gelo, chamei pra quebrar o gelo entre as nações
Não encontrou o gelo pra quebrar, só calor no mar
Que não é humano, este calor... Estou a ver navios...

O petroleiro sujo, lambão dos mares
Devia andar preso, dentro de outro navio, bem seguro
Ou usar fraudas GG noturnas... Fiquei a ver navio... No escuro...

Mas de todos estes monstros que estou sempre a ver
O mais repugnante é aquele de Guerra, que não serve à Paz
Adaptado para matar, fico a vê-lo, sempre, em alto-mar...

Fico a ver navios, ao terminar...

Sobradinho-DF,            23/9/07            -              abello
abello
Enviado por abello em 23/09/2007
Reeditado em 23/09/2007
Código do texto: T665343
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
abello
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 75 anos
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