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Balada à estrela distante

Se não posso tê-la, estrela,
Tocá-la com a ponta dos meus dedos,
Solto meus versos noite adentro
Que no vento noturno passeiam
Ao encontro do teu pensamento

Se não posso tê-la estrela
Deito na relva e sonho
Seus olhos nos olhos da lua
E cada brilho distante
São versos que te componho

Se não posso tê-la estrela
Salgo o mar com minhas lágrimas
E conto todos o teus segredos
À doce estrela marinha e à encantada sereia
Em noite de lua cheia

E já que não posso tê-la
Tão gentil e distante estrela
Divago na noite afora
Sem saber do tempo e da hora
À espera da rósea aurora

Pois já que não posso tê-la,
Ingrata e malvada estrela.
No meu brilho todo apagado
Num poema malogrado
Nasce o dia e dorme a espera.
Anabe Lopes
Enviado por Anabe Lopes em 24/09/2007
Reeditado em 02/06/2010
Código do texto: T666741
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Anabe Lopes
Taguatinga - Distrito Federal - Brasil, 51 anos
107 textos (12263 leituras)
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Anabe Lopes