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NÔMADE CELESTE

Quanto mais enfia a cabeça entre estrelas
Mais seus pés escapam do campo de centeio...
Quanto mais lê a bula dos astros, alheio,
Mais perde, de fato, o contato
Com as naturais ervas medicinais,
Com sua face em natural retrato
Em híbridas composições nos matagais...

Estica o pescoço e vê o ouro e metais
De acontecimentos em eras imemoriais;
O confuso espalhamento de galáxias
Em planícies e descampados
Moleculares, o torrão mineral
Viajando pelo espaço sideral
Ao redor do pai hidrogênico,
Fuga da iniciática explosão,
Do instante primogênito,
Inicial aceleração
Gravitacional estática.

Eis o homem, esse nômade ausente de oásis;
Criador profundo de conhecimento posto em frases
Que irão revelar sua capacidade magistral
De passar do intelecto ao mínimo animal...

Eis o homem, divindade que procura no berço celeste
O que lhe houve de benefícios e desalentadoras pestes;
Que irá revelar a quem o criou (suposto pó de estrelas),
Que melhor é conhecer a si e a do arquiteto a face não vê-la.

Eis o homem, fio de luz a conduzir a elétrica idade pelos céus;
A procurar o pote de ouro com a fartura do sapiente mel;
Que irá encontrar uma outra e outra e outra no fim da estrada
E serão tantas que descobrirá que o tudo é o ômega do nada.




Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 25/09/2007
Código do texto: T667523

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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