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TROPEIRO CANSADO

Toma arreio amigo velho
A estrada teespera outra vez
Monta o baio inseparável
E vai buscar os companheiros!

De tantas idas que na vida já fez
segue animado num trote confiante
com a tropa barulhenta outra vez
Parando e voltando, fazendo itinerante

Corre ligeiro uma rês que rebenta ao norte
Boleia o laço e soa o berrante choroso
Pra que quem longe escute teu brado forte
saiba que não tarda o vaqueiro teimoso!

Algibeira cheia de fumo e pinga boa
Noutro lado o charque e farinhada
E a viola pra uma contoria à toa
Com os companheiros de tropeada!

É noite fria de mês de agosto
num resto de inverno que entristece
Mas o vaqueiro sente o gosto
de uma vida que acontece!

O pasto é seco. escassa a água e o milho é pouco
o gado emagrece, muge e sente fome
o tropeiro reage, pois se cansa e já está rouco
de gritar na lida com a tropa que tanto lhe consome!

Entrega inteira a tropa afinal no devido lugar
Dentro do conforme do que havia estado combinando
Volta o pala e pôe-se altaneiro na poeira a assobiar
Pois sabe que em  casa alguém o está esperando!

Dia cedo se levanta e outra tropa vai juntar
Chama os camaradas pra outra viagem continuar
Se lhe perguntam: Está cansado tropeiro amigo?
Lhe responde zombeteiro: - Mas não é que não consigo?

NENINHA ROCHA
Enviado por NENINHA ROCHA em 02/11/2005
Código do texto: T66758
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Sobre a autora
NENINHA ROCHA
Guarapuava - Paraná - Brasil, 56 anos
310 textos (10916 leituras)
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NENINHA ROCHA