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Eu, esta noite

Já não fujo da cruz como um vampiro
Toco-a, e ela não me queima
Quebro-a com as mãos,
Não preciso de intermediários
Lutei, e adquiri o direito de eu mesma me torturar
Já não creio nos homens,
E como isto tem me poupado...
Caminho sem volta
Onde findará?
Talvez naquilo que costuma chamar-se monstruosidade
Talvez, simplesmente, no não existir constante
Encontro-me, agora, particularmente fria
Indiferente às dores da existência
Indiferente a qualquer resquício de humanidade
Meus pensamentos são uma revoada de pássaros
Voando em um céu qualquer,
que não eu
Observo-os
Terrena
Imparcial
Inerte...
Não temo a vida
Não temo a morte
Talvez amanhã
Mas não, não neste momento
Não nesta noite que me muda os olhos
Que me traz a escuridão para que eu me enxergue
Esta noite sou tudo, menos homem
Esta noite sou exatamente aquilo que os homens costumam temer
Porque me sinto deus
Um deus para o qual benevolência ou crueldade
não significam absolutamente nada
Eleanorrigby
Enviado por Eleanorrigby em 25/09/2007
Reeditado em 26/07/2010
Código do texto: T668133

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Sobre a autora
Eleanorrigby
São Luís - Maranhão - Brasil, 29 anos
72 textos (2325 leituras)
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Eleanorrigby