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A UMA MOÇA QUE ME OLHA DA JANELA

O teu templo está morno
o suor que escorre de tua testa
está como o veneno da dúvida
assim como o leite que mamastes.

O sexo que se ecoa em suas veias
tua mente tentando driblar o instinto
tua ânsia de sentir a loucura
o beijo que te afaga com ódio
a blasfêmia que mora em tua urina
sua plena loucura social
(eu que sou antisocial radical).

Suas veias que tremem tontas
teus versos com ar de superioridade
você e tua criticidade nazista
sua sede de imolar todos
duma machadada única.

Seus símbolos profanos
tua irracionalidade evidente
teus poderes ocultos na névoa
na decrepitude de tua imortalidade.

Estarás tu condenado a dúvida:
abandonar teu templo maligno
e provar do veneno de ser meretriz?
ou definhar eternamente
como um monte de fezes
que bóia na nascente do rio?
                                        (20/05/03)
Ozimar Júnior
Enviado por Ozimar Júnior em 03/11/2005
Reeditado em 26/07/2008
Código do texto: T66835
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Sobre o autor
Ozimar Júnior
Canindé - Ceará - Brasil
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Ozimar Júnior