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Na curva perigosa dos quarenta derrapei nesse amor,
Que dor, que pétala sensível e secreta me atormenta
e me provoca a síntese da flor ?
...mas isso é Drummond !..o que eu estava dizendo mesmo ?!!

Na curva dos quarenta derrapei nesse amor,
que dor, qual das pétalas nomear amor ?
São tantas e quais são prazer e dor ?
Equívoco, com certeza, algumas delas,
Adoráveis sim, muitas...
E eu aqui nomeando pétalas
para traduzir o que é amor.
Acentuando com urgência uma atenção,
a real delicadeza.
Com certeza, a ela me curvo
como a haste na madura flor.
Experiência é muito bom,
rica métrica no verso
mas quando a vida vem ao inverso
de que adianta ?
só resta viver, sem nada compor.
Permanecer delicada
na síntese, amada, sem reflexão.
Ana Valéria Sessa
Enviado por Ana Valéria Sessa em 15/03/2005
Reeditado em 08/02/2007
Código do texto: T6690

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Sobre a autora
Ana Valéria Sessa
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Ana Valéria Sessa