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MULHER DE PLÁSTICO

Não aguento mulher de plástico.
Parece saco de supermercado.
Se faço um furo, estoura,
Se amasso, se enrola,
Se tá furada,
Tô fora.
Mulher de plástico não dá pra aguentar.
Não serve para a cama,
Não serve para o lar,
Não lava a pia,
Não cerze,
Não fia,
Não coze,
Não mia,
De plástico?
Só pra carregar.
Mulher de plástico será a arrumadeira, a camareira, a bordadeira, a trepadeira, a chaleira,
A chiadeira, a nadadeira, a besteira que teremos todos em casa,
Enquanto a mulher de verdade,
Aquela que fuma,
Aquela que bebe,
Aquela que arde
De desejos,
Acordará cedo,
Dirá seus segredos
Em ligações clandestinas,
Será sempre mulher,
Será sempre menina,
Terá sempre a sina
De ser mulher.
Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 27/09/2007
Código do texto: T670579

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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