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UMA CARTA QUE NÃO ACABOU

Uma carta apenas...
E não acabou de ser escrita,
Está ainda no início,
Na sua introdução.

Conta-me da tristeza,
Até da decepção,
Cobra-me posições,
As minhas definições...

Uma carta que não acabou,
Ainda de ser escrita...
Fala-me da sua nudez,
Do coração, do corpo,
Em chamas...

Uma carta que não acabou,
Ainda de ser redigida...
Conta-me das vontades.
Cobra-me, desnuda-me,
Me deixa sem saída...

Uma carta que não acabou,
Ainda de ser concluída...
Faz-me confidencias,
Pergunta-me da partida,
O porquê da despedida...

Uma carta que não acabou,
Não, não acabou ainda...
Recebi a missiva,
Mas ainda não terminou,
Porque não respondi,
Dando minhas respostas,
Falando que ainda quero,
Que ainda lhe espero.
Para corrigir enganos,
Continuar planos,
Tirar a sua roupa,
Te beijar em fúria louca.
Consertar o que quebrei,
Errei e eu bem sei.
Mas que esta minha carta,
Em forma de poesia,
Redima a minha farta,
Incapacidade da fantasia...

Procurarei ser mais compreensivo,
Entender melhor a vida.
Descobri que não consigo,
Magoar-te minha querida.

Uma carta que não acabou...
E essa troca de cartinhas,
Recebi a que postou,
E mando respostas minhas.
Lúcio Astrê
Enviado por Lúcio Astrê em 27/09/2007
Código do texto: T671151

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Sobre o autor
Lúcio Astrê
Euclides da Cunha - Bahia - Brasil, 60 anos
263 textos (10333 leituras)
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Lúcio Astrê