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Desejo de mulher!

Quero ser  transportada na noite

Por um homem alado, da cor do pecado.

Com um jeito bandido no olhar.

E uma maneira singular, de amar.

Ardente, profunda, profana!

Por um homem, com jeito moleque.

Que traga um sorriso no olhar.

Meiguice no me rebuscar, desvendar...

Doce e selvagem.

Mistura gostosa e fatal.

Que apareça num sonho,

E no meu deserto, chamado solidão,

Seja miragem...

Do pecado, a imagem!

Que dome a fúria  do meu corpo,

Que não se intimide com meu fogo.

Se lance, em meus anseios.

Que me toque os seios...

Acorde o vulcão de emoções!

Desejo esse homem viril...gentil!

Com toda vontade, do meu coração.

Que me faça sua lenda,

Sua princesa, rainha, musa,

Sereia que dança nua

Nas noites de lua.

Lhe despertando a paixão.

Com curvas sinuosas no corpo,

Moreno, bronzeado,

Pelo sol beijando...

Quero te fazer sonhar!

Me leve, nas asas da imaginação.

E transponha o horizonte,

Guiado pela força do nosso desejo,

Desnude meu corpo,

E aplaque o fogo, que me consome as entranhas.

Que me ame, com brilho no olhar,

Fascinado e carente.

Que me surpreenda com gestos,

E me dome, com sua força de homem.

Tamanha vontade de me possuir.

Controlando assim a luxúria.

Que mora em mim!

Que faça do meu corpo morada,

Pois quero ser amada...

Quero me sentir mulher,

Na integra da palavra.

Ser venerada, querida.

Sufocada, por beijos calientes,

Por abraços envolventes.

Que atendam-me o apelo da alma!

De ser cuidada, protegida.

Olhada de maneira encantada.

Ter um homem servil, gentil,

Que se faça meu escravo.

Sendo meu dono, meu amor...

Que obedeça, só para me satisfazer.

Pois, no fundo, sua vontade é que impera.

Ele é o meu homem,

Eu, apenas uma mulher!

Meu porto seguro.

Onde ancoro meus sonhos,

Que me venha, no vento ou nos versos.

E docilmente eu possa.

Mostrar-me carente,

Sem medo da entrega, sem nenhuma reserva!

Que me sufoque os soluços,

Nas noite de tristeza e abandono.

Que me cante com as mãos,

As sutilezas do seu coração!

Eu sonho esse homem.

Que me marque a memória da pele,

Com gestos suaves, leves,

Vezes com açoite, vento forte...

Me arremesse na cama,

Me faça meretriz, sua dama.

Que busque, em meus braços abrigo,

Sem vergonha de chorar comigo,

Um homem, amigo!

Eu não sei, se todas sonham assim,

Mais eu sonho esse homem para mim.

Que num beijo,me arrebate os sentidos


Me faça dormir nos seus braços.

Depois de cansados,

De tanto amar.

Navegar num mar do sonhos.

Entregues a Morféu.

Entregues, ao abandono do amor,

Entregues, a pureza de amar.

Eu sonho. esse homem encontrar!

Observadora
Enviado por Observadora em 04/11/2005
Reeditado em 04/11/2005
Código do texto: T67210
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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