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A moça de vestido negro

Em uma tarde de sexta
sentado em um bar
com um copo na mão
os olhos do moço
cansados de andar
tiveram uma visão.

Nem nas noites
vividas em chiloé
viu tamanha inspiração,
resistiu a Pincoya
e a Sirena, mas de nada
mas de nada
com tamanha admiração.

Os olhos do moço
bastardo,ficaram toda
noite numa só direção.
Nem as duas feiticeiras
ao lado conseguiram
chamar sua atenção.

A moça sentada
vestida de negro
caderno na mão,
é certo, não sabia
dizer a razão
de tamanha apreciação.

O moço que andou
em tantos cantos do mundo
nunca se assombrou,
mas quando mirou
nos olhos da menina
seu coração quase parou.

Dois mil e quatrocentos anos
dizia ele ter a moça
de idade então,
porque com certeza
os gregos usara-na
como fonte de inspiração.

Seus cabelos negros:
águas amazônicas
que escorriam pelas mãos.
Sua face tão linda
somente o espelho das águas
merecia tal comparação.

Quando a tarde já era,
agora e só se via
a negra escuridão
o moço por sorte
a tomou pela mão.

Perguntou-lhe se gostou
do poema que outro dia
por outras mão lhe mandou
a moça admirada o alertou:
não saber ela ser ele
dos versos o autor.

Naquele momento o moço
teve certeza:
um dia a terra parou
foram aqueles olhos
um dia estrelas
por quem a Terra se apaixonou.

 













 

André de Siqueira
Enviado por André de Siqueira em 29/09/2007
Código do texto: T673122

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Sobre o autor
André de Siqueira
Recife - Pernambuco - Brasil, 51 anos
37 textos (1271 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/08/17 19:01)
André de Siqueira