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Quando o sol se por

A tua perfeição não se adequa a minha imperfeição.
Eu quero sair sem rumo;
Sem pecado Maldado;
Sem veste,
Sem hora de chegada.

Tu, somentes tu me queres ao teu lado;
Me chamas de amado e de não sei mais o que;
Tu vives o pranto,
Te encarceras no remanço da dor
E quando falas comigo, queres me dizer onde vou.

Não sou largo,
Não sou passo,
Tão pouco escravo.
Te amei, te amei muito, mas hoje não sou quem tu aindas imaginas.
Sou passado dentro de um cuidado, que nem eu as vezes, sei
Quem sou.

Ando pela vida acreditando, que eu e você
Mudaremos o mundo,
Somos aquela sociedade sem maldade,
Aquela cidade de paz e amor.

Não confunda o que eu digo, com aquilo que disse
Anos do dia anterior.
Você foi a ordem de uma vida inteira,
Você foi quem hoje não sou.

Nosso tempo é um ínicio
Dos anos que a gente para trás deixou...
Nossas bocas, suas curvas, seus olhos de fogo,
Suas mãos, seu cheiro, seu palor.

Até me calo diante da luz que você se tornou,
Mas é necessário o amor.
Eu por mim, na selva vou.

Você é a alma
Eu sou a loucura, por isso não me siga,
Não me diga, apenas deixe que eu vá
A procura do meu lugar, quando a noite já for senhora.
Alberto Amoêdo
Enviado por Alberto Amoêdo em 30/09/2007
Código do texto: T675179
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Alberto Amoêdo
Macapá - Amapá - Brasil, 51 anos
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Alberto Amoêdo