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LETRAS

LETRAS

Desmistificaram-se as letras.
Hoje, as letras...
Realidades perpetra
em sua prisão quase perpétua.
Porque sonhar com fuga
tão logo apareça a lua.
Hoje letras
existem mais conscientes.
Não é uma limitação,
é uma transformação.
Em sua prisão perpétua,
a fuga perpétua em sua cabeça...
Letras que se fendem em mãos
e adquirem expressões.
Letras perpassam
ferindo os olhos do carcereiro.
Letras interceptam vãos desvios.
Letras, vejo sentinelas com olhos frios.
Letras ou mãos?
Que passado! Que prisão...
Letras conscientes desta sentença,
mas inconformadas.
Celas e labirintos de vidros,
mas letras investidas, saiba por favor disto.
Letras livres passem um risco na sentença.
Entre na prisão,
as letras estão lá nas paredes,
no chão e até nos furos das celas.
Veja que elas cavoucam a libertação
e a encontrará.
Veja que elas existem e investem
contra a sentença.
Veja e sinta uma vez pelo menos
e pense...
Letras lá estão contra as sentenças dos homens.
Letras lá estão investidas, trazendo a confirmação da essência e
desmentindo sua falsa ganância.
Letra pura, sem qualquer tipo de demência...
Letras fiquem com fragrância,
letras fiquem porque tenho de morrer.



FERNANDO MEDEIROS
Campinas, é primavera de 2007.

 



FERNANDO MEDEIROS
Enviado por FERNANDO MEDEIROS em 02/10/2007
Código do texto: T677153

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Sobre o autor
FERNANDO MEDEIROS
Campinas - São Paulo - Brasil, 54 anos
155 textos (8769 leituras)
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