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MINHA ALMA SE ACALME


Certas palavras, confusas e afoitas
Entorpecem minha alma e meu corpo
Que nus caminham na chuva forte
Lado a lado, como dois estranhos
Nestas lagrimas incolores e inodoras

Estas palavras que batem como marretas
Em minha cabeça, ecos num crânio morto
Martela o peito esgarçado, criando cortes
Machucados profundos e em olhar castanho
Sorri em forma de nanquim, expressão amadora

São tantas as palavras que em arbusto ou moita
Escondo-me no campo entre pensamentos tortos
De anjos brancos e aleijados, no bar outro porre
Saudade de algo, não sei de quê, sei que estranho
Fascina e ecoa nas entranhas que não conhecera

E descubro nestas palavras, agora, escritas
Em garranchos, na mesa do bar, no guardanapo
Entre um trago e outro, com virulentas dores
Das palavras que martelam o meu oco crânio
E que aos poucos, de saudade, se desmantela.

Vagner Cardoso
Enviado por Vagner Cardoso em 02/10/2007
Código do texto: T677442

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Sobre o autor
Vagner Cardoso
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 49 anos
9 textos (218 leituras)
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Vagner Cardoso