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FRONTEIRAS DO AMOR

O amor é um tempo-espaço
com sutis fronteiras.
Cada um de nós risca o  traço.
Perigoso é andar nas beiras...

Ao norte fica a amizade.
É para lá que o amor caminha
quando amadurece
e vem chegando a idade.

Ao sul está a paixão.
Quando ela aparece,
e ninguém a  adivinha,
perde-se a paz e a razão.

A fidelidade se vê ao leste.
Companheira da verdade,
nunca faz alarde
nem há quem a conteste.

No oeste tem o ciúme.
Sentimento sem perfume,
é todo azedume:
deixa a alma em negrume.

Ao nordeste situa-se o respeito,
um sentimento bem-aceito,
que eleva para o cume
o que se tem  de bom e preste.

No sudeste  encontra-se a inveja
que não aceita o amor alheio
nem a felicidade de outrem.
Remói por dentro quem a tem.

O ódio vem com o sudoeste.
É força violenta que destrói
sem deixar do amor sinal que reste.
É o sentimento mais feio.

Ao noroeste, o limite é admiração.
Arrebatamento, êxtase, veneração,
quando se faz  do outro,  herói.

Assim, o amor é arraiano...
confundido, sói acontecer.
Não o tome  por engano
para depois se arrepender.
linameirelles
Enviado por linameirelles em 03/10/2007
Código do texto: T679416

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Sobre a autora
linameirelles
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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