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FRONTEIRAS ARTIFICIAIS

Não há armas para entregar
Entre a face, as mãos vazias
Decompôs-se a última palavra de afeto:
Somos noite em pleno dia.

Um navio negreiro ancora no cais
Moendas, moedas, canaviais
Heróis da ruína deixados para trás
Heróis de guerra na "cidade da paz"

Como loucos ainda estamos vivos
Dispersos sobre espaços desiguais
Sobre a torre, a catequese, a utopia
Ocupa fronteiras artificiais

O Estado dissolve-se a uma única lei:
Somos diferentes como petróleo e água
Século vinte e um,neocolonialismo
Castelo de areia, cortina de fumaça

Via-satélite sobre o Pacífico
Alardeando ao mundo: "somos iguais"
A metrópole da Terra,a liberal-democracia
Ocupa fronteiras artificiais.
Franciane Cruz
Enviado por Franciane Cruz em 06/11/2005
Reeditado em 31/01/2007
Código do texto: T68112
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Sobre a autora
Franciane Cruz
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 36 anos
43 textos (2527 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 05:24)