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MORFEMA. . .



O que sinto, o que tenho em mim!
É sobretudo revolta, só revolta...
Não quero nada , não quero mesmo;
Nada que venha disto ou daquilo,
Revolta... só revolta, apenas ela!
Revolta...

A subtil acção, a ação inútil dos povos!
As reações só dão em guerras...guerras,
Sensação de dor, vitórias inúteis;
Essa gente, sofrida, toda essa gente,
Mais e mais...o quanto aparecer vão-se!
Isso dói! essa dor ressalta-me..doe muito
Essa demanda só me traz revolta!
Revolta...

Mil seres espalham-se em lutas,
Há sim, talvez haja alguém ou nenhum deles!
Que ame a própria vida...isso é tudo
Ou mesmo nada! ame o impossível...
Apenas o desejo premente...lutar e lutar;
Lutar até quando? até o infinito!
Idealistas, altivos...E eu? nada sou!
Sou mesmo frágil! e serei mais e mais alem,
Enfim, não sou nenhum deles, apenas eu!

Para eles a luta entre tudo!
Para mim, o tudo entre nada!
Eles na média de ser isso ou aquilo
Em mim só um grande e triste poema!
Ah'...tenho tudo, ou até um pouco mais!
Com que felicidade transcrevo...Revolta!
Uma intensa revolta, vivênciando revolta!
Insensatos... insensata luta... cústio!
Revolta...

(em_02/04/1964)


Berioliveira
Enviado por Berioliveira em 05/10/2007
Código do texto: T681752

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Sobre a autora
Berioliveira
Vitória da Conquista - Bahia - Brasil, 68 anos
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