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SE SE MORRE DE AMOR!

Hoje irei recitar poesias... 
Poesias estas pérolas dádivas de Antonio Gonçalves Dias. 

Depois sorrir, chorar, gritar, falar, calar e oscular a tua boca de lábios carnudos avermelhados. 

Sim, doravante torna-me-ei inocente perante os teus abraços callientes quão indecentes d'ante os afagos das tuas mãos aveludadas.

Juro... eu juro quando juntar-me ao teu corpo...irei...fornicarei!! 


LÚBRICO PROVAREI DO TEU GOSTO, DO FOGO, O GOZO DESTA ORGIA, SOB O NOVILÚNIO DA LUA.

IMPÁVIDO JURO SER EU O TEU SER UNO INDIVISÍVEL, 
INSEPARÁVEL...
IMPETUOSO!

E ENTÃO SEGUIREMOS DENTRE SENDAS NUMA SÓ VEREDA COMO AMIGOS E AMANTES, ETERNAMENTE APAIXONADOS, ENAMORADOS NAMORADOS.

ALFIM SER TEU ABRIGO...TEU AGASALHO.

MAS ISSO NÃO É AMOR, É DELIRIO, É LOUCURA, É FEBRE TERÇÃ... FEITO UM  DESVAIRADO QUE ATREVIDAS SUAS MÃOS CORREM SOB TUAS VESTES POR TODAS AS CURVAS DO TEU CORPO JAMAIS IGNORADAS...

AH! MORTO NO TEMPO E NO ESPAÇO,
NO CHÃO ROLAR ATÉ FICAR OFÊGO.
MORTO, COMPLETAMENTE MORTO!
COMO A MADRUGADA
A SUSSURRAR AOS TEUS OUVIDOS LINDAS ODES DE AMOR,
SEGREDAR E, SEM MEDO OCULTAR 
MINHA FELATUS SEM MISTÉRIO A MAIS DENTRO DA T'CARNE.

VIOLAR-TE!
DESPOSAR-TE!

E SE ALGUNS DELES ME PERGUNTAREM - EU  VOS DIREI:

"SE SE MORRE DE AMOR? NÃO, NÃO SE MORRE QUANDO É FASCINAÇÃO QUE NOS SURPREENDE DE RUIDOSO SARAU ENTRE FESTEJOS.

QUANDO LUZES, CALOR, E ORQUESTRA E FLORES
ASSOMOS DE PRAZER NOS RAIAM N'ALMA
QUANDO EMBELEZADA E SOLTA EM TAL BAILA COMO O VENTO. 
NO QUE SE OUVE, E NO QUE VÊ O PRAZER ALCANÇA!

SIMPÁTICAS FEIÇÕES, CINTURA BREVE
GRACIOSA POSTURA, PORTE AIROSO
UMA FITA, UMA FLOR ENTRE OS CABELOS,
UM QUÊ MAL DEFINIDO, ACASO PODEM
NUM ENGANO D'AMOR, ARREBATAR-NOS.
MAS ISSO NÃO É AMOR, É DELÍRIO,
DEVANEIO, ILUSÃO, QUE SE ESVANECE
AO FINAL DA ORQUESTRA, AO DERRADEIRO ACORDE E CLARÃO, QUE AS LUZES NO MORRER DESPEDEM.
SE OUTRO NOME LHE DÃO, SE AMOR O CHAMAM,
D'AMOR IGUAL NINGUÉM SUCUMBE À PERDA.

AMOR! AMOR! 
AMOR É VIDA, É O VENTO, AS MARÉS, AS ONDAS, O SOL, A LUZ SOLAR,  É TER CONSTÂNCIA N'ALMA,
SENTIMENTO, CORAÇÃO - ABERTOS, AO GRANDE, E AO BELO;
É SER CAPAZ D'EXTREMOS, D'ALTAS VIRTUDES E GESTOS;
É COMPREENDER A IMENSIDÃO DO INFINITO; O INFINITO QUE SE TORNA FINDO, E A NATUREZA E DEUS; É GOSTAR DOS CAMPOS, D'AVES, FLORES, MURMÚRIOS SOLITÁRIOS;
TRATAR A TRISTEZA, A SOLEDADE, O ÊRMO, E TER CORAÇÃO EM RISO E FESTA; 
E À BRANDA FESTA, AO RISO DA NOSSA ALMA;  É CONHECER O PRAZER E A DESVENTURA NO MESMO TEMPO, E SER NO MESMO PONTO O DITOSO, O MISÉRRIMO DOS ENTES:
ISSO É AMOR, E DESSE AMOR SE MORRE!

SERRAOMANOEL - SLZ/MA - TRINIDAD - 05.10.2007.
serraomanoel
Enviado por serraomanoel em 05/10/2007
Reeditado em 28/01/2008
Código do texto: T682071

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Sobre o autor
serraomanoel
São Luís - Maranhão - Brasil, 57 anos
1502 textos (158868 leituras)
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