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ATÉ os ANJOS COSPEM no CHÃO

Quando a noite for fêmea nos braços da Aurora
todas as faces estarão perdidas
os mártires de todos os planetas
mortos na cruz do Sistema
o anjo do pecado amarrado ao Sol
e o Sol cada vez mais
é a dúvida a dúvida a dúvida

Eu estarei sentado na praia
violentado pelas cores da Aurora
agredido pela solidão dos loucos
mas estarei só
o Sol meu companheiro
pela decadência
abandonado até pela sombra
farei de tudo um pouco
p'ra comer
plantando flores nas ruinas da Babilônia
vou abrir as janelas do Apocalipse
no evangelho dos fanáticos dominados
e nada direi serei o perigo o marginal
sobre a cinzas da canalha
até os anjos cospem no chão

Deixo p'ra trás o pânico o espanto
não posso fazer dos ossos tua hóstia
escancaro-te em todas as idades
para que o sexo viole as regras
e bebo coquetéis de sangue
brindando o Adeus dos enforcados
Eriko y Alvym
Enviado por Eriko y Alvym em 06/10/2007
Reeditado em 19/09/2008
Código do texto: T683450

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Sobre o autor
Eriko y Alvym
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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