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Chuva

Quero um canto só meu
Um canto, talvez o mais bagunçado da casa
Pra olhar a chuva. Prateada!
Exatamente igual á chuva da minha infância
ah! era uma festa!
O riozinho que se formava em frente à nossa janela,
e lançavamos barquinhos de papel!

Hoje o papel tem outra forma, outra essência.
E uma certa melancolia.
E lanço a fumaça do meu cigarro pela janela
Aqui neste meu canto!

Lá, naquele tempo a hora da chuva
Era a hora de me lançar
Ora chovendo deve me recolher, me resguardar.

Olhar com o olhar distante
Coisas que eu há muito tempo
Já não posso ver!
Hoje a chuva parecia tão fria.
Mas ainda prateada!

Ouco o som que me remete longe
do meu sonho;
Passa um, dois carros.
Mas ela  a chuva. Não passa e me prende
Prende meus passos
Prende meu olhar
E esta chuva que parece que não vai passar
Me prende aqui neste meu canto
E põe tudo em seu lugar!
Cristhina Rangel
Enviado por Cristhina Rangel em 08/10/2007
Reeditado em 08/03/2008
Código do texto: T685131
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Cristhina Rangel
São Paulo - São Paulo - Brasil, 47 anos
1085 textos (27995 leituras)
19 áudios (660 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/10/17 20:44)
Cristhina Rangel