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BANANEIRA

Adianta não,
O pão que vem do trigo espera pela chuva,
Garrafa vazia espera doida pelo riacho da uva,
Coração escancarado reverbera o amor que já vira a curva...

Adianta sim,
Cumprir o tratado e fazer valer o sentimento amoitado,
Descer ribanceira em busca do que tá perdido e achado,
Seco num se vive, molhado é que se cumpre um viver apaixonado...

Adianta não,
Fecha o peito e por tramela debaixo das sobrancelhas,
Ver o rio correr lá rindo e se esconder debaixo das telhas,
Nem pedir e nem pegar um naco de mel na caixa de abelhas...

Adianta sim,
Largar o sizudo jeito urbano e se embrenhar em corredeiras,
Vez ou outra sair do sério e fazer umas besteiras,
De pé já cansa, que tal plantar uma bananeira?

Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 08/10/2007
Código do texto: T685843

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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