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ADOLESCÊNCIAS

Todos os homens estão sós.
E não há meio-fio. Nem semáforo.
A carne envelhece cortada
pelo sexo, pelas drogas
e pela inadimplência.

Os vôos da alma rebelde
atiçam fogueiras nos becos do inferno
onde cowboys babacas galopam delírios
com as esporas das gargalhadas.
 
Os demônios de asas de seda
- de velocípedes descem dos céus.
 
O anjo dos Drive-ins arrasta-se sob asas de neon
desviando dos tiroteios e da neblina cerrada
das máquinas do bingo.
 
Adolescentes e ninfetas flertam com as estátuas dos poetas
psicografando o alfabeto on line
inaugurando o jeito de amar sem culpa.
 
O sangue é meu panfleto
o delírio ortografia.
Taparei os ouvidos ao escutar
a marcha-fúnebre das fábricas – anciãs
numa era de músculos artificiais.
 
Nenhum homem carregará
o planeta do pêsame nas costas
porque uma criança saída da tenda do Poder e da Ordem
pôs fogo no cérebro do que calculava o preço da estória

Eriko y Alvym
Enviado por Eriko y Alvym em 08/10/2007
Reeditado em 19/09/2013
Código do texto: T685971
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Eriko y Alvym
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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