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Desgoverno

às vezes choro como uma porta velha,
meus dentes rangem como um carro de boi.
curvo meu corpo junto ao portal da sala
para que você não trespasse o vão

o silêncio parece um ruído distante,
o vento traiçoeiro soluça aos berros.
me calo atordoado com tudo
é o meu mundo que está mudando

lá fora, do outro lado da rua,
o menino esfarrapado está faminto
não sei se cuido dele ou se cuido de mim
tudo é tão estranho e tão denso

nada é tão grande que eu não possa ver,
nada é tão louco que não possa sonhar
eu, você e o menino, pra onde vamos?
pra onde nos levam os homens de hoje?
Pedro Cardoso DF
Enviado por Pedro Cardoso DF em 08/10/2007
Reeditado em 08/10/2007
Código do texto: T686031
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Pedro Cardoso DF
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 69 anos
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Pedro Cardoso DF