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IMPERATIVO


Cale a boca
e entre sem pudores
esqueça dos rumores
sinta-se à vontade
para espalhar a verdade

Não deixe
dizerem falsidades
há tantas vergonhas e inverdades
nesse antro de angústia e luxúria

Não finja ser covarde
já que os homens de bem, coitados!
além de serem raros
não passam de marionetes de alma pura

A nós, meu caro
fica o papel de transformar esse submundo
em um lugar de alegria e amor profundo
onde se espalhe o bem e a ternura

Goze
de tanto esforço e decência
de toda a resignação e insistência
dos filantropos e intelectuais

Cuspa
na cara de todos
deixe-os emocionar os frouxos
com suas propostas e guerras sociais

Pois este mundo de loucos
já tem homens de bem aos montes
que nada fazem pelos que se assumem errantes

Sempre, sempre, a mesma coisa:
reclamam dos cantos imundos
mas, o que fazem, além de mostrarem-se arrogantes?

Nada!
Mande-os ao inferno por mim
pois tenho muito o que fazer
na incubência de cuspir verdades!

Francis Faria
Enviado por Francis Faria em 08/10/2007
Código do texto: T686382
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Sobre a autora
Francis Faria
Jandaia do Sul - Paraná - Brasil, 46 anos
637 textos (28091 leituras)
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Francis Faria