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O GATO

Andando pela estrada
Deparei-me com um gato
Era enorme, belo, charmoso
Gato igual ainda não encontrara

Seus olhos brilhavam
Me fitavam, me impressionavam
Era a coisa mais linda
Como duas pedras de água marinha


Pedia carinho, qieria aconchego
E ao mesmo tempo tinha medo
Aos poucos, tomou confiança
Chegando até as minhas pernas roçar

Todo encontro fazia-lhe carinho
Ele... continuava a caminhar
Talvez um outro dono
E para casa não queria levar

Assim o gato agia
Com outras que estavam a passar
Porém deixava as outras
E vinha comigo ficar

Quando não aparecia
Faltava algo no ar
Pois estávamos acostumados
A nos ver e tocar

Esse costume
De querer sem poder ter
Se tornou uma paixão
Aí o gato escapou da minha mão

Outros afagos não eram profundos
Mesmo assim tornamo-nos distantes, dispersos
Lentamente, sem percebermos. nos perdemos
Nesses encontros e desencontros

Hoje, procuramos algo a mais
Talvez, até um outro olhar
O gato permanece a procura
De outras pernas a roçar

Por mais que tenhamos
Outro afago e olhar
Jamais haverá sensação igual
Ao olhar do gato
Às minhas pernas a roçar.





 

maria do carmo alves marques de castro
Enviado por maria do carmo alves marques de castro em 09/10/2007
Código do texto: T687840
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
maria do carmo alves marques de castro
Volta Redonda - Rio de Janeiro - Brasil, 67 anos
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maria do carmo alves marques de castro