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O HOMEM QUE TEIMOU TE AMAR

Juras esponsais,
Padre, livro cartorial.
Juiz de Paz, testemunhas...
Luar de mel?

Tudo! Tudo!
Tudo em vão!

Tu que agora
goteja, glosa, gosma,
destila teu ódio pérfuro
profundo de esporas!

Teu fel, tua ceifa,
tua gelatina horrenda de cicuta.

Tua hortáliça putrescente.
A tua austera sevícia de maus tratos.

Extenuado, esfola-me! 
Enxangue sem sangue esvazia-me?
Esgota-me até a última gôta,
cabra cega de hospício!

Só não esgota
e priva de mim o último fio da lembrança!
É o que restou d'alma e do meu olhar rutilante!
É o que restou de mim.
Do homem amante que teimou TE AMAR!

SERRAOMANOEL - SLZ/MA - TRINIDAD - 10.10.2007.
serraomanoel
Enviado por serraomanoel em 10/10/2007
Reeditado em 16/11/2007
Código do texto: T688081

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Sobre o autor
serraomanoel
São Luís - Maranhão - Brasil, 57 anos
1502 textos (160854 leituras)
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