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FADO


                                           FADO



         Quando nasci, se me perguntassem
         Se eu, queria ou não viver,
         As dúvidas seriam muitas, e antes que achassem
         Que preferia morrer,
         Diria: Se todos algo melhorassem,
         Não teria dúvidas em responder.

         Todas as manhãs quando me levanto,
         O cardápio da vida é-me mostrado,
         Mas nada poderei fazer, para meu desencanto,
         Apenas seguir meu fado.

         No mar, que se bamboleia
         De tão encapelado,
         Nem a gaivota, que no ar gorjeia,
         Tem seu fado controlado.

         É no meio desta tão grande loucura,
         Que todos temos de viver,
         Arranjar tempo para a ternura,
         Ainda antes de morrer.
Povo Lusitano
Enviado por Povo Lusitano em 10/10/2007
Código do texto: T688883

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Sobre o autor
Povo Lusitano
Portugal, 62 anos
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Povo Lusitano