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Ventos de solidão!


Teu amor é névoa,

Que me envolveu,

Dissolveu...

Veio atraído, pelo meu lamento,

E se foi, com o vento.

Me deixado só,com meus pensamentos!

Absorta em sonhos, ousei seguir-te os passo,

Sentir-te o cheiro, o tato...

Divaguei, com enlevo no coração,

Em tuas linhas, teus versos.

Mergulhei no mar, de tuas emoções.

Criações, de um mestre profeta, poeta.

Que seus sonhos traduz,

Com sua força na escrita.

Com sua história de vida!

Fiquei fascinada, seduzida.

Tua névoa, atmosfera criada.

Em visões por ti projetadas,

De um homem, tristão, ilusão!

Menestrel de amores,

Trovador de sonhos cantados.

Coração congestionado, tomado...

Por outro amor inspirado!

Teus versos brilharam para mim,

Como um sol surgindo entre nuvens.

Numa tarde chuvosa e fria.

Que desiludida, chorava pela coisas da vida.

Meu sentimento desprotegido,

Foi por teu sonho, invadido.

E me vi dominada, seduzida,

Por teu olhar penetrante.

Por sua mente brilhante,

E um sorriso lindo!

Que me fez pensar no prazer...

De beijar-te a boca,

Enroscar meu corpo no teu,

E viajarmos por todos os sonhos.

Que nossa imaginação pudesse, quisesse,

E eu quis... eu quero!

Te descobrir, te desvendar,

Te argüir, te dar prazer, te seduzir...

Olhos de lince enfim,

Brilhantes, fascinantes.

A zombar de mim.

Sua névoa atordoa, inebria.

Me faz ter delírios.

Posso sentir tua língua...

A caminhar no meu corpo,

Deixando por onde passa,

O desejo de mais...muitos mais caminhadas.

Tuas mãos profanas, mãos insanas,

Mãos que anseio,

Donas do meu desejo.

Vasculham meus cantos e recantos,

Me arranca suaves suspiros,

Me deixa em brasas e eu me rendo,

A essa lânguidez boa...

Que me deixa perdida, à toa!

Entregue nesse momento,

Ao teu silêncio...

Sepulcral momento de espera.

De um verso, uma linha...

O vazio, ao inverso

Que se instala em mim.

Solidão tamanha,

Se infiltra em meu coração,

Deixando um ermo,

Que me roubou o brilho do olhar,

E esmaga minha vontade de sorrir...

E o luar está tão lindo!

Já me despi dos sonhos.

Nua perante a realidade,

A minha vontade,

É voar até ti.

Quebrando a distância e o tempo,

Voando em minhas quimeras.

Oscular tua face,

Matar essa saudade,

Que se apoderou de meu peito,

Saudades de um homem de névoa,

Que se foi com o vento.

Me deixando marcada, apaixonada.

Tendo como companheira a tristeza,

Mais nada!
Observadora
Enviado por Observadora em 08/11/2005
Código do texto: T68894
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
487 textos (27392 leituras)
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