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Poema 0178 - Todos os amores


Poema 0178 - Todos os amores
by-Caio Lucas

Todos os amores são dos meus amores,
sou carne,
impura, só, às vezes,
como um barco à deriva,
assim que sou mais amor do meu amor.

Misturo todos os jeitos de amar,
faço o eterno entre meus sonhos,
como o vinho fechado na garrafa,
espero seu gosto,
as doces essências da uva... o amor.

Quando o amor está verde sou labirinto,
neve que acumula na janela d'alma;
aqueça, amada, me aqueça,
serei seu homem por uma noite,
dormirá sem o frio da cama vazia.

Um dia meu amor será sol,
em todos os corações dos amores,
meus amores, nossos, todos eles,
deixa vir o sorriso, neutro e puro,
cristalino como água da montanha...

Solidão, voltarei ao topo do mundo,
posso ser majestade ou vulcão,
serei plebeu, escravo dos escravos,
todo ele para um dia sentir a felicidade,
amor dos amores, todos meus amores.

21/03/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 17/03/2005
Reeditado em 22/03/2005
Código do texto: T6890
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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1 e-livros (166 leituras)
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Caio Lucas