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Poema 0182 - Quisestes assim, te amo!



Quantos versos poderia escrever ainda nestas noites!
Estou especialmente triste nesta madrugada,
o vento bate as portas, tudo é negro,
pelas janelas nenhuma luz, assim como eu.

A noite já vai ao meio, muito breve amanhecerá,
minh'alma ficou algumas estradas atrás,
a solidão caminha junto como em outros tempos,
n'outros corações amor, no meu, poucas lembranças...

Meu deserto está cada vez mais largo, mais longo,
um dia escreverei meus últimos versos,
espero que estes sejam de carinho,
ainda que meu amor esteja somente no pensamento.

Quero não escrever versos que não falem de amor,
preciso apenas de ti, aqui, dentro do meu peito,
quero tê-la de verdade, não imensamente dolorido,
como estou hoje, sozinho entre meus pecados e desejos.

Perdido... estou parado no meio das minhas tempestades,
assim é minha pouca liberdade de sonhar,
não carrego marcas no corpo, apenas quero, te quero,
minhas lembranças aparecem em cores, todas tingidas de ti.

Esta noite não sonharei, tentarei não pensar em solidão,
não te tenho aqui ou te tenho em todo meu corpo,
sinto-te espalhada, correndo em minhas poucas veias,
o amor está impregnado na pouca alma que me restou.

Quando de novo o vento soprar, talvez me traga notícias,
não te quero mais, talvez ainda te quero, já não sei...
não me satisfaz apenas lembranças de nossos amores,
podemos cada um amar do teu jeito, quisestes assim, te amo!

22/03/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 17/03/2005
Código do texto: T6894
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas