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CARCAÇA

Carcaça



Uma cova caberá está carcaça,
Já podre desses infortúnios de vida.
Mais valeria aos urubus essa sobra,
Que em vida foi morto.

Punhais, pra te!
Cegos foram teus dias,
Tuas crenças foram mudanas,
Tuas palavras, quem diria.
Estão vivas, nas camisas.
Manchadas de tempo,
Relâmpago de um tempo.
Onde cegos também fomos,
Cegas fosse... Carcaça!
Cegas eis...
Cegas... Cegas... Cega...
Até o fim, cegas.
Inda que teus olhos, iluda-nos!
Cega eis...

Agora vejo, miséria...
Este morno!
Que veio em signo,
Cria dessas tuas palavras
Pairado a cal, vivo tosco... Torto...
Toso,
Da mesma espinha.


Está carcaça que em vida foi morto
Gozará dos outros
O que não pode gozar?

Severino Filho
Enviado por Severino Filho em 13/10/2007
Código do texto: T692625

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Sobre o autor
Severino Filho
Salgadinho - Pernambuco - Brasil, 40 anos
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