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Solidão



Procuro, procuro ...
Procuro meu eu que se esgueira
Pelas esquinas da solidão
Como sobrevivente da cegueira
Preparando de pedra o meu pão.

Pelas esquinas da solidão
Sou caminheira da poeira
Abraço-me com a indecisão
Alma chora de canseira
E por tanta desolação.

Pelas esquinas da solidão
Encontro muitas roseiras
Penduradas no portão
São cuidadas pelas roceiras,
Não cuidam do meu coração.

Pelas esquinas da solidão
Encontro muitas pessoas
Com muita discriminação
De palavras muito boas
Prontas para acusação.

Pelas esquinas da solidão
Acusam de ter ciumeira
Por não fazer adulação,
Coisa tão costumeira,
Ferindo o pobre coração.

Procuro. Procuro...
Encontrei –me conselheira:
Sou senhora do futuro
Acabou-se a pasmaceira.
Solidão? Não! Futuro!!


MVA
Enviado por MVA em 13/10/2007
Código do texto: T693103
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
MVA
São Paulo - São Paulo - Brasil
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