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A Redoma

Parecia vazia solitária e fria
Por que ninguém ouvia som sair dali
Parecia vazia e sem melodia
Por que ninguém sentia nada sólido

E se assim parecia
Não quer dizer que assim estivesse
Deveria estar vazia
Por não haver quem dela soubesse?

O que o sábio não via e o leigo também não
Por ser assim tão vazio não chamava atenção
Alguém olhou mais de perto e o que viu então
Gritou haver descoberto uma nobre razão

O que a redoma protegia
Era o motivo dela estar ali
Um pequeno grão de areia
Que eu mesmo não vi

Era eu pequeno grão
Era meu corpo a redoma
E não havia nenhum vão
Que ajeitasse uma soma
Era eu pequeno grão
Um pequeno grão em coma
Triste, cativo e quieto
Na cristalina redoma

E ainda que ela se quebre
Serei eu pequeno grão
Porém um grão sozinho
Não faz deserto ou chão

E mesmo se ninguém puder enxergar
O pequeno grão vai sempre estar lá
Anjelus
Enviado por Anjelus em 14/10/2007
Código do texto: T693381

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Sobre o autor
Anjelus
Apucarana - Paraná - Brasil, 40 anos
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