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SONETO DE CONFISSÃO

Sou Bruxa! Tecendo o próprio silêncio
Horas e horas, na antiga roca de prata.
Tramando delicada manta para o frio
Que cobre a cama quando o nó desata.

A inocência com lágrima ácida se mata,
E mesmo que eu esqueça da dor no cio,
Felino não esquece quem lhe fere a pata.
Coração atordoado, pendurado por um fio!

Venha até mim como eu vou até você
Não me magoe por que da dor eu fujo
Acostumei com o barco da vida a mercê.

Sou madrepérola na ponta do caramujo,
Raridade que imediatamente não se vê.
O olhar, no amor, jamais pode estar sujo.
betina moraes
Enviado por betina moraes em 15/10/2007
Código do texto: T694781

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Sobre a autora
betina moraes
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 48 anos
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betina moraes