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OS MARES

Aos dias peço clemência,

Afinal sou um que pensa

E teme pelo que vem.


A Poesia me apavora,

Pressaga senhora,

Apresenta-se o Momento, a Hora!

(Quem irá  me ver partir?)


Cortei a última floresta

E um lenho fiz,

Que, desses vinte e três,

Me leve em busca do desconhecido.


Apresenta-se o Momento, a Hora!

Do que terei de me apartar?


Medo, medo...

Há tanto medo nos bastidores do belo

- Parte de mim é Frota Portuguesa,

Parte é Velho do Restelo.

Temo a ferrugem do Engenho,

O fracasso da Arte

Estar em qualquer parte me tortura.

Então me lanço, mas

range a estrutura,

Vibra, arrependida, triste.

A angústia é desonrosa

E em poesia perco o sono

- Quando aprenderei a descansar

Sob a dúvida frondosa?

Nelson Oliveira
Enviado por Nelson Oliveira em 10/11/2005
Reeditado em 11/11/2005
Código do texto: T69493
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Sobre o autor
Nelson Oliveira
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 55 anos
345 textos (25575 leituras)
2 áudios (313 audições)
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Nelson Oliveira