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DAMA DE VERMELHO

DAMA DE VERMELHO

Ela surge
como se de uma explosão do nada,
e deixa perplexo
os amantes  da  beleza...
Os seus passos com extrema delicadeza,
conduzem um vulto,
um escrínio de esmeraldas,
e transformam o piso
em um tapete místico, permeando de energia
a seda pura.
Eu, numa ansiedade insípida,
tremi,
ao vislumbrar a mais linda
criatura...

Num capricho
afinado ante o espelho,
sua silhueta
desenha uma deusa nua,
e protegendo a intimidade,
sua,
interpõe-se aquele manto vermelho...

Aquela seda com inveja
do seu corpo,
solta-se debalde,
querendo brilhar sozinha,
mas o vento a cola, mostrando suas linhas,
cuja força,
o transforma em um leve sopro...

Gritando alto
que faz parte desse altar,
a brisa corre entre o corpo e o vestido,
e eu,  poeta,
fingindo não ter percebido,
vou com o vento
e ponho a mente pra sonhar.

O meu espírito
aconchega-se como luvas
e toma a forma
desta criação perfeita,
e vai...
Vai se perdendo
por caminhos tão estreitos,
que acaba preso nas cadeias
de suas curvas...

Essa guardiã
da beleza feminina,
surpreende-me
no instante que aparece.
Seu olhar,
tão suave me estremece e cria sonhos,
que só o medo
termina.

Pondo-me num mundo
tão distante,
tão feliz,
Faz-me pensar que só ela tem
a luz;
a sua forma, é uma armadilha
que seduz,
e seu sorriso,
é a sentença e o Juiz...

Para assistir o video:
https://youtu.be/lEje-3ePTPo
Jacó Filho
Enviado por Jacó Filho em 15/10/2007
Reeditado em 19/05/2015
Código do texto: T695619
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Jacó Filho
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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1 e-livros (292 leituras)
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Jacó Filho