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Divagando e orando!

Quando a noite chega,

E meu coração soluça.

As lágrimas me rolam na face,

Me lembrando os tempos de vida,

Que joguei pela janela.

Iludida com ilusões, distraída...

Enfrento então as procelas.

Causadas pelos ventos da culpa,

Que me arremessão de um canto para outro.

Engolfam meus sonhos,

E transformam minha alma,

Num furacão de emoções.

Desconexas paixões.

Que nublam meu sorriso.

E me vejo cercada pelo ermo,

De minhas desilusões.

Corro, peço abrigo, proteção,

Ao meu grande amigo,

Senhor do meu coração.

Que conhece meus desperdícios,

Minhas falhas, mazelas...

Mais me ama de forma tamanha,

Que no colo me apanha....

E me leva a recomeçar!

E eu peço, com o coração em pedaços,

Contrito, arrependido...

Paizinho, cura as chagas ,

Que o meu egoísmo me causa.

Transforma minha vida.

Me renova os valores,

Me faz mais cordata,

Dos vícios, me resgata!

Me ensina a entender,

Que existem mais dores no mundo.

Que nesse coração tomado pelo amor próprio.

Que só enxerga o umbigo.

Abre meus olhos meu Pai.

Me livra da  cegueira do narcisismo.

Me ensina a olhar para fora...

Tantos irmãos mais aflitos!

Talvez,com tua luz, eu perceba então,

Que meu sofrimento, é pura ilusão.

Se comparado com os sonhos desfeitos Pai,

De tantos desolados corações!

Homens, mulheres,

Crianças sem paz...sem amigos!

Sem acesso ao mínimo.

Alimento, carinho, morada.

Vivem penando pelas estradas da vida,

Sozinhos, sem pouso, sem nada.

Pai, renova minha oração.

Me faz mais grata paizinho!

Me ajuda a achar o caminho,

Desse labirinto que é,

O meu coração.

Amém!
Observadora
Enviado por Observadora em 10/11/2005
Reeditado em 10/11/2005
Código do texto: T69575
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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