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SOBRE PAES E SENTIMENTOS

Sobre pães e sentimentos.

O pão aqui em casa é fresco de segunda á sexta-feira. É. É entretanto, na sexta que o que  sobejou da semana é reaproveitado, aquecemos no formo e logo já são  torradas, que comemos com tudo quanto estiver na geladeira, patê disso  e daquilo ou até margarina e requeijão, e se sobra alguma coisa logo é transformado em pudim de pão. Já sábado tem que ser um pão diferente pra comer com um embutido ou um frio qualquer. No domingo o que sobra do sábado, aqui já virou um costume comemos com azeite e tomate comprado fresquinho na feira ou então se não há tempo pode ser com sardela. Aqui temos pães sempre com novos sabores,  criados pela imaginação de adolescentes vorazes e bebês com soninho. Por isso nunca nos falta um novo sabor.
É. Imagino se pudéssemos fazer assim com amor, isso seria muito complicado!Todo dia um amor diferente ate chegar um grande amor.Aí o amor envelhece, fica murcho, esquentar de que jeito?  Amor esquentado tem um sabor indigesto demais. já provei...
Tentei colocar carinho, recheá-lo de beijos nem te falo como é complicado fica tão cheio que pra segurar não tem jeito..
Fica caindo como um X qualquer coisa, com maionese demais, a gente vira pra cá, vira pra lá e acaba sempre fazendo uma grande sujeira.
Ai a gente pode tentar transformar o amor numa amizade, assim como quem não quer nada apenas por curiosidade ou por absoluta falta de ter o que fazer, o coração vira uma grande cozinha onde tachos e caldeirões borbulham de tantas emoções confusas.Imagino um porta temperos daquele que giram com etiquetas contendo condimentos ímpares como: recusa, desejo, afeto, carinho, desespero. Nossa no que isso pode dar eu nem sei! Mas as provas que fiz na minha culinária; posso afirmar: Não fariam sucesso numa padaria nem se fosse vendido a preço de banana! Alguns desses sabores eu já experimentei e o pão da saudade é de fato inesquecível é amargo. Já o pão do desespero é duro demais, difícil mesmo de engolir!
O pão da monotonia é aquele se come cortando aos pedaços misturando com um pouco de alegria e um pouco de pesar.
Mas o pão da angústia esse nem dá pra te falar, fica engasgado é seco. A gente não sabe como ele aparece na nossa mesa, a certeza que se tem é que mais tarde ou mais cedo ele vem. E ai depende cada um o modo como fazer uma composição “gastroemocional” pra notar o paladar final, porque mesmo que se coma com tanta alegria o pão da paixão e mesmo se empanturrando do pão do desejo, a gente fica desconfiado, meio já com medo, de em um momento qualquer se descobrir a procedência.porque o pão da angustia e da mentira não é digerido! Coisas pra Inmetro nenhum saber responder. E acabamos mesmo comendo todos os dias o pão que vier!Só pra não ficar com o coração vazio e esse sem dúvida você também já experimentou é o pão nosso de cada dia, o pão que nos sustenta e que nos levantar cada dia. É o pão da esperança é um pão doce que não atrapalha nas dietas, um pouquinho só de boa vontade pra acompanhar o torna ainda mais gostoso a qualquer paladar. É o pão da esperança, este sim é o meu predileto!e encerro aqui convidando você pra brincar de mestre cuca de padeiro se preferir. Talvez preparar um prato de sabor sem igual dividir com alguém e quem sabe talvez esse prato se torne um verdadeiro banquete em sua vida um sabor tão único, uma receita só sua e de ninguém mais.
Bom apetite.




Cristhina Rangel
Enviado por Cristhina Rangel em 17/10/2007
Código do texto: T697437
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Sobre a autora
Cristhina Rangel
São Paulo - São Paulo - Brasil, 47 anos
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Cristhina Rangel