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RECADO

Não possuo nervos de aço.
Muito menos sangue de barata.
Sinto.
Sofro.
Me descabelo. Me esculacho.
Me desmancho.
Desmonto.

Não dou o braço a torcer.

Não meças força comigo.
Nada tens a ganhar.
Não sou a Traição.
Tu. Só tu.
Estás colocando tudo a perder.

Santo,  não sou.
Não quero.
Incomoda.
Quero pecar.
Me molestar. Me entregar.
Me ferir. Te ferir.
Andar por lugares escuros.
Por becos escusos.
Beber da bebida dos Loucos.
Beber da bebida dos Bêbedos.
Me embriagar.
Andar na corda bamba.
Tropeçar.
Cair.
Levantar.
Sublimar.

Porém ,
uma certeza eu tenho:
não te quero mais.
A apertar o meu peito.
A sangrar o meu coração.
A matar o meu desejo.
A violar a minha “despudoração”.
Edilmar Amaral
Enviado por Edilmar Amaral em 18/10/2007
Código do texto: T699213

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Sobre o autor
Edilmar Amaral
Rio das Ostras - Rio de Janeiro - Brasil, 59 anos
326 textos (4350 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/08/17 19:07)
Edilmar Amaral