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Resposta do poeta

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É quando o sentimento doi
que nasce o poeta
e com maõs de profeta
histórias de sonho controi.

Finjidor de pena armada
senhor das palavras sentidas
veste filosofias despidas
com uma lucidez tão cobiçada.

Disciplo de velhos deuses pagãos
disseca a alma nua
navega no sonho até á luz
faz magia com suas mãos.

Pinta das donzelas a mais bela
com a pena alada, feita condão
perde-se no tempo, esquece a razão
pois bate forte a saudade, o retrato dela.

Tudo o que vê é poesia
e fica parado para lhe namorar
aguarda o momento dela pousar
para agarra-la noite e dia.

Num verso reune o concenso
o sonho de alguem desta terra
descreve a praia e a serra
embala o mundo no seu berço.

Nas palavras procura a imortalidade
sem medo desvaloriza a morte
dela padecem os que tem sorte
e desta vida não iram ter saudade.

Não se contenta com a parte raza
tenta ir cada vez mais fundo
onde jaz moribundo
a inspiraçao para a sua farsa.

Seu sangue azul não abranda
pois descende dos grandes reis
que a si são fieis
pelo seu perfil de alma lusitana.

Não é mais que o das palavras protegido
que se sente de maneira diferente
em tudo igual a toda a gente
excepto na benção do sexto sentido.

miguel lopes
miguel lopes
Enviado por miguel lopes em 11/11/2005
Reeditado em 29/12/2006
Código do texto: T70067
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Sobre o autor
miguel lopes
Portugal, 33 anos
47 textos (1081 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 13:52)
miguel lopes