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Exílio carnal

Sinto amargura em meus passos
minha sombra já não olho de frente
as paredes que me espreitam
me condenam os pensamentos
e de súbito sou invadida
por profanidades nunca ou talvez
já sentidas

Tenho a obrigação de assassinar
todas ilusões da mente
odeio o pecado dos homens
odeio o teu pecado leitor
mas...

O fogo que me corrói as visceras
que me rasga a boca
que me faz gozar pelos poros
me maltrata ao ponto de gritar:
liberta-me!liberta-me!
a resistência começa a fraquejar
já não tenho tanto controle do que quero

Perdoa-me!
perdoa-me!
perdoa-me senhor!alivia meu espirito
dessas visões demôniacas
estou entregue a ti
meu sangue jorra todo pecado
empreguinado em meu suor

Some daqui...pará de me perseguir...
suas paredes viciosas
parem de me comer com os olhos
parem de violentar meus desejos
               parem.
silmara silva
Enviado por silmara silva em 22/10/2007
Código do texto: T704643

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Sobre a autora
silmara silva
Teresina - Piauí - Brasil, 34 anos
58 textos (1809 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/08/17 09:41)
silmara silva