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OLHO o ESPELHO e NÃO ENTENDO

Mas já não sei o quanto do vivo mantenho,
sei apenas que olho o espelho
e não entendo,
estou despido liberando insetos pelos poros fétidos
acossado pelo sexo que dispara cânticos religiosos
enquanto o jumento gargalha dos meu sonhos de fortuna e sucesso,
e as larvas da anedota se aproximam, cegas e portando o relógio
da decadência cravado na testa...

Como testamento, deixo deboche e batidas na madeira,
amanhã, quando o mundo acabar, estarei sentado na praça,
óculos escuros, dividindo pipoca com os pombos...
Eriko y Alvym
Enviado por Eriko y Alvym em 23/10/2007
Reeditado em 20/10/2012
Código do texto: T706241
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Eriko y Alvym
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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