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Sob os dias

As cadeiras estão vazias,
Os homens estão catando papeis.
A menina anda perdida
E a flor ontem mesmo morreu sem amor.

Não olhamos mais o céu,
E a rua está deserta,
Não há mais pessoas,
Só um ou dois tipos de sensores.

Tudo corre contra o tempo,
Tudo está em silêncio,
Tudo está em carteis.

Agasalhado sob o pó dos cantos
Algumas pessoas reclamam,
Bebem, mas não amam.
As leis presas a política
Não andam, não sabem mais fazer justiça.

Tudo é muito desigual,
Tudo é muito imoral
Tudo está por um fio...
Nessa pátria, não há mãe,
Não há pai e os filhos estão como feras loucas.

A vida segue o curso,
O dia amanhece, sob o mesmo sol...
Renovando as esperanças de braços e mãos,
Cuja cabeça ainda padece de vontade.

Tudo é um pecado,
Um seriado sem aventura...
Todos estão nas ruas sem ter o que comer,
Sem ter o que beber,
Sem ter o que vestir,
Sem ter o que calçar,
Sem ter onde dormir e o que é pior,doente,
Com muita fome e sem saber ler ou escrever.

Mas amanhã também é carnaval,
O povo estara nas ruas
E os senhores do capital, assentam quietos
Sem problemas colecionando os quintais.

Lágrimas e sangue vestem a alma de dor.
Na maioria das horas morremos sendo amordaçados
Numa vida perpetua de resignação.


Ainda que o sol se faça,
Ainda que apenas vemos as desgraças...
É preciso, mais do que só morrer,
É preciso ter coragem e amar o  Pais,antes que não tenha jeito.
Alberto Amoêdo
Enviado por Alberto Amoêdo em 23/10/2007
Código do texto: T706268
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Sobre o autor
Alberto Amoêdo
Macapá - Amapá - Brasil, 51 anos
1344 textos (19086 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/10/17 00:19)
Alberto Amoêdo